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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Robertinho de Recife - Parte 1

Robertinho de Recife fotografado por Klaudia Alvarez durante show no Teatro Ipanema, RJ em 06/08/83

Trechos do livro “ Do Frevo ao Manguebeat” do jornalista e escritor pernambucano José Teles – Ed. 34, São Paulo, 2000, págs. 135 a 144.

“Roberto Cavalcanti Albuquerque sempre foi chamado pelos colegas de Robertinho (em casa é Beto ou Bobio). Com seu tipo físico não poderia ser diferente. Ele sempre foi franzino, de olhos vivos e rosto pequeno. As mãos de dedos muito curtos não permitiam prever o futuro de um dos melhores guitarristas do Brasil.
Filho de um funcionário público federal bem situado (foi até auditor do Tesouro Estadual de Pernambuco) , que chegou na juventude a participar de encenações da Paixão de Cristo, e de uma mulher que quando solteira ensaiou a carreira de cantora, abandonada depois do casamento, seria por conta de uma pequena tragédia que Robertinho começaria a se interessar mais pela música. Ele estava com dez anos quando foi atropelado enquanto atravessava a Estrada de Belém, movimentada avenida no bairro de Campo Grande, no Recife, onde sua família morava.
Um acidente grave. Teve o fêmur fraturado e várias escoriações pelo corpo. Passou nove meses com platina na coxa. Durante esse período de imobilidade via muita TV. Num documentário da BBC (que passava na TV Jornal do Commércio), ele viu pela primeira vez os Beatles, de outra vez os Rolling Stones (suprasumo do rock da época). Mais do que nas canções dos dois supergrupos, ele diz ter ficado vidrado nos modelos de guitarras que John Lennon e Brian Jones usavam, respectivamente: uma Rickenbacker e uma Vox.
Guitarras eram então instrumentos raros no Nordeste. Chamavam-na até de “manola”, que é um instrumento rusticamente eletrificado, com um captador de violão, tocado por cantadores de feira para alcançar mais ouvintes. Robertinho ganhou seu primeiro violão. Mas continuou insistindo com o pai para que ele lhe comprasse uma guitarra. Não foi fácil achar uma disponível. A guitarra foi enfim encontrada, com um cara com quem Robertinho iria conviver muito num futuro não tão distante. Ele se chamava Maristone e era dono do melhor sistema de som da cidade (nos anos 60 e 70, Maristone colocou som em praticamente todos os shows importantes acontecidos no estado) . O avô de Robertinho comprou uma guitarra usada de Maristone.

“Eu não sabia tocar nada, peguei aquele negócio como um brinquedo para mim...mas eu era totalmente tapado: cantava fora do tom e batia palma em “Parabéns pra você”fora do ritmo. Eu era doido pra aprender aquela frase de introdução de “Quero que vá tudo pro inferno”. Pelo menos aquela frase da introdução, mas meus amigos chegavam e diziam: “Bicho, tu não dá pra tocar, tu é muito ruim, tu não sabe tempo, tu não é afinado pra tocar”. Eu tinha uma mão muito pequena, os dedos muito pequenos, não conseguia fazer a pestana da guitarra.”

Envergonhado, o garoto deixou um pouco a guitarra de lado. As cordas foram quebrando, até só restar uma. Robertinho recomeçou a tocar numa corda só.
Até os onze anos por mais que insistisse ele não progredia no instrumento. Desiludido, chegou a pedir ao avô que vendesse a guitarra.
Foi sua mãe quem o fez criar autoconfiança como músico, cantado-lhe canções, apontando-lhe notas erradas: “Eu fui aprendendo tudo de ouvido e isso foi muito bom pra mim. Se hoje você canta uma melodia pra mim, eu sei qual é a nota.” Logo, ele integraria seu primeiro conjuntinho, Os Príncipes. Em seguida, com doze anos, já montaria sua própria banda, Os Ermitões, ao mesmo tempo em que fazia participações nos Éforos.
Com quinze anos, Robertinho já era um guitarrista que segurava a onda. Nada como a escola de grupinhos de baile para ajudar a pegar tarimba. Foi por essa época que o Rosa da Fonseca, um navio de passageiros, parou no porto do Recife, precisando de um guitarrista. Foram até a TV Jornal do Commércio, onde os principais conjuntos da cidade se apresentavam. Robertinho seria o indicado. Na sua primeira aventura longe do conforto da casa paterna, viajou como músico, de Manaus até o Rio de Janeiro. Do Rio arriscou-se a ir até São Paulo, onde vivia um tio seu, músico que tocava numa boate que pertencia ao pai de Lanny Gordin, guitarrista que ficaria conhecido por tocar com os baianos. Depois dessa temporada no Sudeste, voltou ao Recife.
Por essa época, começava a se formar o movimento dos desbundados. Robertinho tocava nos Bambinos, considerado um dos melhores conjuntos da cidade. Foram os Bambinos que animaram muitas das festas dadas pelos tropicalistas. Era uma oportunidade rara incursionar por outros tipos de músicas, que não os sucessos internacionais dos bailes: “ A gente ia na casa de Lula Côrtes, fazia umas jam sessions, tocava com o Laboratório de Sons Estranhos, mas não compunha: tocava Mutantes, Beatles, coisas como “Dear Prudence”.
Dos Bambinos, Robertinho passou para Os Moderatos, outro conjunto do iê iê iê recifense, que até teve seu próprio programa na TV Jornal do Commércio, o Moderatos em Show Maior.

OBS: Foto do grupo "Os Ermitões" reproduzida do livro de José Teles. O crédito é do acervo de Ana Cristina, irmã de Robertinho.

Robertinho de Recife - Parte 2

Trechos do livro de José Teles – “Do Frevo ao Manguebeat”:

“Foi por ocasião da apresentação final de 2001: O Tempo e o Som, com o LSE, que ele conheceu uns americanos que curtiam baratos estranhos. Eles estavam na fila do gargarejo. Um dos gringos atendia por Arto Lindsay, outro Carl Kolb. Robertinho foi convidado para tocar no Contribution, cujo repertório baseava-se no pop rock, pouco conhecido no Brasil, de Jefferson Airplane, John Mayall e Crosby, Stills, Nash & Young. O grupo não teve vida longa.
No início dos anos 70, os americanos voltaram para os EUA. Arto Lindsay para uma universidade na Flórida, Carl Kolb para o Mississipi. Não tardou, Kolb, que havia levado algumas fitas do Contribution, escreveu para Robertinho, contando que os gringos haviam adorado o som da banda, sobretudo a guitarra dele. Enfim, convidou o ainda adolescente guitarrista para ir aos Estados Unidos:

“Eu estava com 16 pra 17 anos e cheguei com a maior mentira pra cima do meu pai, porque a princípio ele havia dito: “Você é louco ? Vai deixar seus estudos ? Se fosse pelo menos para estudar...”Aquilo me deu uma idéia, eu falei para o Carl Kolb e ele mandou uma carta com papel timbrado, dizendo que eu havia sido aceito na universidade !”

Os pais dele não sabia inglês e a “estória” da universidade colou. “Houve um total incentivo de nossa mãe, que providenciou o cumprimento de todas as exigências legais, inclusive de liberação junto ao consulado americano”, lembra a irmã de Robertinho, Ana Cristina, advogada , procuradora do Estado.

You are under arrest! “O senhor está preso”, foi uma das primeiras frases que Robertinho ouviu quando desembarcou no aeroporto de Miami. Nos anos 70, quando a repressão às drogas era tão intensa quanto atualmente, era comum jovens trocarem “presenças” via correios. Robertinho costumava mandar a boa erva pernambucana, em troca da difícil mescalina americana. Uma das cartas foi apreendida, exatamente a que anunciava sua ida aos States. O garoto passou por maus momentos. Foram seis horas de detenção:

“Me botaram nu e abriram meu rabo com um palitinho de sorvete, pra ver se tinha alguma coisa lá dentro. Eu fiquei nu, bicho, durante seis horas...nem de meia eu fiquei. Eles pegaram minha guitarra e a desmontaram toda. O salto das minhas botas, eles arrancaram pra ver se tinha coisa dentro.”

Sorte dele que o pai de Carl Kolb era um figurão na missão Batista dos EUA, e o guitarrista foi liberado, sem maiores problemas além dos constrangimentos narrados.
O grupo que Carl Kolb tinha para Robertinho era um desconhecido Candy Show String, que nem tocava rock, mas country music. Ele passou pouco tempo com eles. Virou-se em jam sessions, dando canjas em shows de bandas e artistas menores. Um dia, depois de um show num parque, um sujeito convidou Robertinho para participar de uma jam session que rolaria em sua casa.
Ele aceitou o convite meio cabreiro, chegou até a imaginar que o cara fosse viado, mas foi.
Depois de muito som, vinho e erva, o cara chegou para ele e de supetão falou: “Tá empregado”. O inglês do pernambucano não ia muito além do “thank you” e “good night”” . Foi preciso que Carl Kolb fizesse a tradução livre. Esclareceu que o maluco ali estava convidando-o para tocar na banda dele, a Watch Pocket, que havia emplacado um sucesso mundial com “Mammy Blue”. Logo se comentava com orgulho no meio musical do Recife que era a guitarra de Robertinho que se ouvia na gravação de “Mammy Blue”, um spiritual. Mas Robertinho não gravou discos com o Watch Pocket.
O Watch Pocket era de Memphis. Robertinho teria que viajar até lá para se juntar à banda. Ficou acertado que iria no dia 5, só que a data coincidiu com seu aniversário, e os amigos haviam lhe preparado uma festa. Partiu no dia seguinte, ainda viajandão. Foi uma bad trip. Literalmente. Ele mal se lembra da placa anunciando a entrada de Memphis. Aconteceu um grave acidente com o carro que o levava. Resultado: passou um mês no hospital, com paralisia facial. A mastodôntica conta hospitalar foi coberta com doações vindas de shows beneficentes. Ainda desconhecido no Brasil, Robertinho amealhou uma certa notoriedade no sul dos EUA, pois o acidente ganhou as páginas dos principais jornais da região.
Durante quase dois anos, ele tocou com o Watch Pocket, mas aí o visto expirou. Na véspera da banda começar a gravar mais um disco surgiu um problema burocrático. Para Robertinho continuar com o grupo, teria que sair do país e voltar novamente, pois não poderia assinar contrato como integrante fixo do WP com o visto de visitante que possuía. Havia uma saída que era o casamento com uma americana, mas aí ele poderia encarar uma convocação para o exército e pintar um Vietnã pela frente. Assim, a melhor saída para um músico brasileiro com documentação provisória nos Estados Unidos era a do aeroporto.
Em 1973, ele retornou ao Recife. O testemunho é de sua irmã, Ana Cristina:

“No dia em que Roberto chegou não houve surpresa quanto à sua aparência, mas somente alegria. Não houve susto porque ele sempre usou cabelos grandes, roupas coloridas e esquisitas para a moda convencional da época. Houve surpresa na forma de tocar, voltou em melhor e mais radical, utilizando novos instrumentos. Foi no regresso que trouxe a sitar na bagagem e uma guitarra transparente. Ah, voltou convertido à seita batista.”

Robertinho não teve problemas com a família, teve problemas com o Recife, onde não conseguia encontrar as drogas que usava nas viagens com o Watch Pocket. O fumo, que ainda era praticamente o único aditivo consumido na cidade (além dos chás de cogumelos) , não era suficiente. Ele ficou “limpo” na base do cold turkey, a síndrome da abstinência, que não raro leva à loucura. Robertinho não enlouqueceu, mas tornou-se profundamente religioso e entrou para um seminário em Delmiro Gouveia, em pleno sertão , entre Bahia, Pernambuco e Sergipe, uma das regiões mais inóspitas do país. Nesse seminário, e depois no Seminário Teológico Batista no Recife, ele passou dois anos. Nesse ínterim, conheceu e começou a viver com sua primeira mulher, Neuza, e logo teriam uma filha: a hoje cantora Roberta Little.
Zé da Flauta, que participou do Ala D’Eli, primeira banda formada por Robertinho depois que deixou o seminário, lembra que o guitarrista, a mulher e a filha moravam numa casa humilde, no bairro de Casa Forte. Tempos de grana curta, os três faziam refeições na casa do flautista, cujo pai era alto funcionário do Banco central e recebeu Robertinho e a sua família como se fossem filhos seus."

Robertinho de Recife - Parte 3

Trechos do livro de José Teles - "Do Frevo ao Manguebeat":
"Corria o ano de 1974, Fagner já havia gravado discos mas ainda não havia se tornado a estrela que seria pouco tempo depois. O agitado movimento musical do Recife o atraía. Ele foi um dos participantes do Festival 7 Cantos do Norte, organizado pelo pintor Tiago Amorim, e o único daquela fase com organização realmente irrepreensível. Andando pela Conde da Boa Vista, Fagner foi atraído pelo som que fluía de um templo batista. Em lugar de cantar as manjadas canções dos protestantes, Robertinho praticava os spirituals que aprendera nos Estados Unidos, esmerando-se em sofridos solos de guitarra.
Depois do culto, Fagner foi até o guitarrista, que já conhecia da fama que desfrutava no Recife, e o convidou para tocar com ele. Robertinho aceitou e participou do LP Raimundo Fagner. Integrado à banda de Fagner, não demorou para o carismático Robertinho (já tratado como “de Recife”) cair no agrado de pessoas influentes no meio artístico, como o visionário Nelson Motta, que incensava seu talento em sua coluna em “O Globo”. (NOTA DO BLOG: Em dezembro de 1985 Robertinho participou do programa “Mixto Quente” que Nelson Motta dirigia na TV Globo , apresentando shows ao vivo de grupos e bandas de rock, normalmente gravados na Praia do Pepino, no Rio de Janeiro).
Veio o disco Jardim de Infância, que recebeu todas as críticas elogiosas possíveis, mas não vendeu nada.”

NOTA DO BLOG: “Jardim da Infância”, disco produzido por Fagner e Robertinho , lançado em 1977, pelo selo CBS - não no EPIC que Fagner viria a dirigir em seguida e onde lançaria muitos artistas nordestinos - foi um disco fundamental e um marco na música instrumental brasileira além de contar com participações pra lá de importantes como Jacques Morelembaum, Sivuca, Herman Torres, Luizão Alves, Wagner Tiso, Chico Batera, Nivaldo Ornellas, Jamil Joanes, Márcio Montarroyos, Paulinho Braga, Serginho Boré, enfim, alguns dos músicos mais competentes do país. Só o coro que participou da faixa título já é de arrepiar: Marlui Miranda, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Odaires (na época, esposa de Mirabô Dantas), Mirabô, Ângela, Ivair e Ibanês.

“No Rio, Roberto não se sentia legal. A filha havia ficado no Recife, com sua família, enquanto ele e a mulher viravam-se como dava numa cidade onde ele ainda era pouco conhecido e dependia exclusivamente da boa sorte de Fagner. O casal teve um segundo filho, Abel, falecido de meningite, enquanto Robertinho gravava com Fagner. Foi mais um baque e a decisão de voltar para o Recife, com apoio dos pais, e uma mais radical: a de abandonar a música.
Decisão que lhe pareceu tão consolidada ,que um dia recebeu um telefonema de Fagner, dos Estados Unidos, com uma proposta que qualquer músico brasileiro teria aceitado sem titubear. Entrar para o grupo Chicago, então um dos mais bem sucedidos do mundo, cujo percussionista era o brasileiro Laudir de Oliveira. Um guitarrista do Chicago havia morrido, e em conversas com Fagner, Laudir de Oliveira soube do talento de Robertinho e mandou que Fagner lhe fizesse o convite. Robertinho recusou. Por quase um ano ele nem sequer pegou numa guitarra.
Foi Fagner novamente quem o trouxe de volta à música, de onde ele nunca mais saiu. O cearense iria gravar um novo LP, e queria a guitarra de Robertinho nele, nem que fosse numa só faixa. Ele participou de uma única faixa mesmo, a melhor de todas, e o maior sucesso de Fagner até hoje, “Revelação”:

“Era exatamente o que eu estava pensando, “Quando a gente tenta/De toda maneira/Dele se guardar/Sentimento ilhado...” Eu passei tudo pro solo, cheguei com o coração todo despedaçado e botei aquilo tudo na guitarra. Foi como se eu estivesse escrevendo uma carta sobre o que estava sofrendo. A música pipocou e me consagrou mais ainda”.

Chegou, enfim, a época das vacas gordas. Ele passou a ser músico requisitado e com liberdade para gravar o que quisesse. Gravou seu maior sucesso, “O Elefante”, tocado no país inteiro. Daí por diante,a carreira dele decolou. Montou algumas bandas comerciais: “Eu vi que no Brasil só fazia sucesso música de merda. Quanto pior a música, mais sucesso faz, com rara exceção.” Vieram a seguir a fase heavy metal, em seguida o pop fácil do Yahoo, uma banda feita para tocar no rádio. Paralelamente a esses projetos conhecidos, Robertinho de Recife usou seu estúdio para gravar, com nomes de artistas ou grupos fictícios, discos populares, tipo Os grandes sucessos de...com hits internacionais, clássicos, standards. Enfim, esses CDs que se encontram nos tabuleiros de liquidação.
Mais de três décadas depois de se tornar o primeiro ídolo nordestino da guitarra, Robertinho de Recife passou a preferir a discrição dos bastidores. Do seu moderno e concorrido estúdio na Barra, no Rio de Janeiro, ele grava de tudo, dos amigos de longa data – Geraldinho Azevedo e Zé Ramalho – até excentricidades fonográficas como Falcão. Prefere o anonimato, e diz não gostar quando lê em algum jornal que ele assina a produção de determinado disco. Convite para tocar só raramente aceita. Enfim, de Robertinho pode-se dizer que ele entrou e saiu de todas e agora só quer ficar na sua.”

Como diz o texto do escritor e jornalista José Teles, “Robertinho agora só quer ficar na sua”, mas ele deixou sua marca na moderna MPB, com solos inesquecíveis e principalmente participações memoráveis nos shows de Fagner, como no ano de 1986 quando ele tinha o seu “bloco instrumental” dentro do show e arrancava aplausos do Canecão lotado, principalmente quando solava as “Bachianas”. Outra participação de Robertinho digna de registro foi durante o show que Fagner realizou no Circo Voador de Fortaleza em julho de 1986 quando ele fez um “duelo instrumental ” com Manassés que já valia o ingresso.
Outro momento histórico na carreira desse grande guitarrista brasileiro foi a sua participação no recital que Fagner fez na Sala Cecília Meireles em 1991 , junto com outro mestre do violão, Nonato Luiz.

Além de sua discografia de LPs, Robertinho também tem alguns compactos interessantes em sua carreira como aquele em que participou do Festival MPB-Shell de 1981 com sua parceria com Jorge Mautner na música “Encantador de Serpentes” e outro compacto lançado no mesmo ano, pela RGE, com as músicas “Só pra você ver” (outra parceria dele com Mautner) e “Gemedeira” (dele com Capinan).

Superando as suas aparentes limitações físicas para o manuseio da guitarra e as armadilhas do destino, a música falou mais alto e Robertinho de Recife se tornou uma referência quando se fala em guitarra no Brasil e mais do que de Recife, ele é do mundo, como bem define o título de seu disco de 1983.


DISCOGRAFIA

1977 – Jardim da Infância – Selo CBS no. 230011
1978 – Robertinho no Passo – Selo CBS no. 138029
1979 – E agora pra vocês...Swingues Tropicais – Selo CBS no. 138159
1981 – Satisfação- Selo Philips no.6328 342
1982 – Robertinho de Recife e Emilinha - Selo Ariola no. 201 646
1983 – Ah, Robertinho do Mundo – Selo Ariola no. 813 599-10
1984 – Metal Mania – Selo RCA Victor no. 103.0629
1988 – Yahoo – Selo EMI no. 064791 180
1990 – Rapsódia Rock – Selo EMI no. 7944021