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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Duda Brack - CD "É"

Sempre interessada  em conhecer o que se faz de novo na música brasileira, há quase 1 ano atrás, mais precisamente em junho de 2014,  compareci ao Sarau que aconteceu no espaço Audio Rebel, em Botafogo.   Já bem conhecido dos cariocas, por ser um local onde a música alternativa e de qualidade é sempre bem-vinda, naquela noite quem fazia as honras da casa era João Guarizo que convidava vários  amigos.

Foram muitas novidades para mim, mas uma delas  me marcou bastante.  Quando a moça de aparência frágil subiu ao palco, tímida,  eu não tinha ideia do que ouviria a seguir. Bastou ela emitir as primeiras notas para eu ter certeza que ali estava um grande talento.  Sim, era Duda Brack.   Daquelas que quando sobe ao palco se transforma.  Mesmo tendo  estatura média, se agiganta e vira um verdadeiro furacão  que a todos arrasta. Me impressionei com a voz e a força da interpretação da moça e guardei bem o nome.


Voltei a vê-la , pouco tempo depois,  em participação no show de lançamento do CD de Caio Prado em Ipanema, e logo quis saber se ela já tinha CD.  Me disse que ainda não, que estava trabalhando nisso e que em breve seu primeiro trabalho seria disponibilizado.

E agora aí está “ É” , primeiro registro em CD dessa jovem e forte intérprete que chega com tudo,  mostrando que o Rio Grande do Sul realmente produz   frutos muito maduros e saborosos para a MPB.

Quando se tem talento, não é preciso muita parafernália para se fazer boa música.  Uma guitarra, um baixo e bateria tão conta do recado e é essa base que  Duda usou em seu trabalho.   Com 8 canções,  de autores que vão dos seus contemporâneos como Caio Prado, Thais Feijão, Paulo Novaes e Dani Black a compositores de outra geração como  o excelente Celso Viáfora, “É” revela uma cantora segura, que sabe usar sua  voz possante de forma perfeita.  Outro compositor bem interessante que Duda gravou foi Élio Camalle, artista radicado na França e pouco conhecido aqui no Brasil, mas  com um  trabalho incrível que vale a pena ser descoberto.

Por enquanto  “É” ainda está apenas em edição virtual e pode ser baixado no site oficial de Duda, mas em breve teremos o CD físico. A tournée de lançamento do disco já começa agora em junho e terá sua estreia em Porto Alegre, no  emblemático Bar Ocidente,  onde tantos outros talentos gaúchos já se apresentaram.

Na semana passada, tive a grata surpresa de ver Duda Brack como convidada do show de Filipe Catto no palco do aconchegante Tom Jazz, em SP.  Foi um encontro lindo.   O contraste entre os tons de voz dos dois artistas ficou especial.  Houve uma “liga” imediata.  Ambos muito jovens, talentosos demais, gaúchos e viscerais em seu jeito de interpretar.  Podia ser melhor e mais perfeito?  Acho que só mesmo no dia em que os dois dividirem o palco em um show completo.  Espero ver isso breve! Atenção SESC SP: pode convidar que será sucesso!



CD “ É” – Duda Brack -  Independente – 2015

Produção de  Bruno Giorgi – Participação de Dani Black -  Gabriel Barbosa (bateria), Gabriel Ventura (guitarra), Yuri Pimentel (baixo). Capa de Flora Borsi.

1-     Eu sou o ar (César Lacerda)
2-     Vaza (Thais Feijão)
3-     Lata de tinta (Paulo Monarco/Élio Camalle)
4-     Dez dias (Dani Black)
5-     Venha (Paulo Monarco/Celso Viáfora)
6-     Te ver chegar (Paulo Novaes)
7-     Cadafalso (Carlos Posada)
8-     A casa não cairá (Caio Prado)

Site para baixar “É”: http://www.dudabrack.com

Show em Porto Alegre: 04/06/15 – Bar Ocidente

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os Multitalentos de Filipe Catto

Todo grande artista é multitalentoso.  Quem pensa que Filipe Catto tem “apenas”  uma voz única e extraordinária, que é um intérprete que torna definitiva a sua versão para qualquer música que cante e que compõe como poucos, precisa conhecer o seu talento para as artes plásticas.

Formado em Design Gráfico, Filipe faz questão de cuidar pessoalmente das capas dos seus discos, dos flyers de seus shows e também costuma tornar especial os projetos de outros artistas e amigos, como fez recentemente ao assinar a criação da capa do CD “Rainha dos Raios” de Alice Caymmi.

Com um traço perfeito e preciso, Filipe já deixou claro o talento para o desenho,  no encarte do seu primeiro disco, o EP Saga, de 2009, disponível apenas virtualmente.




Incrível também a habilidade de Filipe para retratar pessoas, como mostram os desenhos que fez das amigas e colegas de profissão , Bárbara Eugênia e Bluebell.




Aqui um autorretrato perfeito:
De vez em quando, Filipe presenteia os seguidores de sua Página Oficial  com trabalhos como esses:



Seria maravilhoso  se um dia Filipe  fizesse uma exposição e vendesse alguns de seus quadros.  Com certeza seria um sucesso.  Quem não gostaria de ter arte de qualidade em suas paredes  e ainda mais com  a assinatura “Catto” ?


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Filipe Catto - Entrevista para a Revista Chams - 2014

A  revista “Chams” circula no estado de  São Paulo e tem como público alvo principal, a comunidade árabe no Brasil.  Em sua edição no. 258, de agosto/setembro de 2014, (pág. 34) publicou uma entrevista com Filipe Catto.  Para os que não tiveram acesso à revista, transcrevo aqui o texto completo.  Sempre oportuno e interessante conhecer a opinião de um dos maiores artistas que esse país tem.

Seção Bazaar – Por Micaela Fajuri Ferraz

Visionário à moda antiga – Sem medo de desconstruir o já consagrado, Filipe Catto sobe nos palcos Brasil afora e deixa sua marca.
De fala mansa, beirando a timidez.  No palco se agiganta.  Novo nome da música nacional, já dividiu o palco  com Cida Moreira, Ana Carolina e Ney Matogrosso, além de ter encarado um dueto informal com a “diva” Elza Soares.  Valente, performático, visceral, sem medo de rótulos, um artista de opinião.  Conheça um pouco de Filipe Catto.

RM(Revista Chams) – Você disse, a respeito de Saga, que ela aborda o “olhar pra frente, mas reconhecendo as raízes”.  Fale um pouco de suas raízes.

FC (Filipe Catto) – Eu sou gaúcho, então os ritmos latinos estão super presentes na minha formação.  Saga é um pouco fruto dessa combinação.  Ela é uma síntese dessa latinidade que eu carrego naturalmente, mas sem ser saudosista.

RM –Muito da música contemporânea tem pouco de realmente.  Inclusive suas referências musicais trazem muito da “velha guarda”.  Você acha que há uma nova  Música Popular Brasileira? Quais os limites da inovação ?

FC – Não existe limite nenhum.  Acho tudo que está acontecendo na música hoje de uma riqueza absoluta.  As fronteira se dissiparam, então hoje eu sinto a música feita no Brasil cada vez menos preocupada com esses limites.  É o “indie rock” misturado com o “brega”, misturado com o “funk carioca”, indo pro “ samba de raiz”... Tudo pode.  Adoro essa loucura toda e adoro também os grandes cantores, os compositores consagrados.  Por que não?

RC – Mas essa fronteira se dissipou há muito tempo, no Movimento Tropicalista.

FC – Sim, mas vem acontecendo de uma forma muito natural agora. Independente de movimentos, existe na real comunicação global através da internet, e isso reflete na música brasileira.  Tudo dialoga, muitos artistas trazem sotaques e cores de outras culturas, até mesmo cantam em outras línguas.  Sem pertencer a nada, a música brasileira agora está cada vez mais globalizada no bom sentido, trazendo influências e exportando ideias.

RC – Você disse certa ocasião que Maysa é “rock’n’roll”.  Você pode desenvolver ?

FC – Rock, pra mim, é uma postura, uma atitude, não estilo musical.  A entrega da Maysa nas canções  é rock’nroll.  A Elis cantando “Atrás da porta” é rock’nroll, porque é despudorado, é visceral.  Isso é o verdadeiro rock, transgressão, entrega, se jogar sem rede de segurança.

RC – Você agregou a seu repertório canções como “Olhos nos olhos” com maestria, o que é quase uma ousadia, quando consideramos que Maria Bethânia a tornou praticamente definitiva.  Sua versão de “Luz Negra” é outro exemplo.  Você diz que Nelson Cavaquinho é um artista contemporâneo, no sentido de suas composições se encaixarem em outros gêneros.  Mas poucos artistas se encorajam a transitar em terrenos arenosos.  Falando de “Luz Negra”, que foi gravada por diversos artistas, mas  algo novo só se vê em sua versão e na de Jards Macalé,  ousaram tirá-la do terreno o samba puro.  Você é um artista ousado, sem medo de desconstruir o já consagrado.  Até um dueto com a “deusa” Elza Soares você já encarou.

FC – Eu gosto de música, não tenho muito essa preocupação.  Eu sou meio bicho nesse sentido, porque música tem que bater,  e eu canto o que bate na minha praia e me toca.  Não interessa o quê, nem de que maneira.  Esse é meu lugar.  O do intérprete, acima de qualquer coisa.  Mesmo cantando minhas canções, quando eu canto, sou intérprete.  O compositor morreu assim que a música ficou pronta.  E dentro desse universo,  eu deito e rolo.

RC – Você diz que não existe “ música brega”.  Elas podem comovê-lo ou não, mas se recusa a concordar com o rótulo.  Mas a definição não poderia estar mais na forma que no conteúdo?  Você não acha que o arranjo e a escolha instrumental podem deixar uma canção mais ou menos elegante?

FC – Acho que depende do olhar que se dá para a música.  Independentemente de gênero, essa coisa de rótulo na canção é uma idiotice.  Eu gosto de coisas de tantos lugares, que acho uma burrice prender uma música a um lugar só.  “Garçom”, que gravei, pra mim sempre foi uma grande canção, digna de Maysa, Dolores Duran.  Eu só fiz revelar esse olhar que eu tenho pra ela, nada mais.

RC – Chams circula principalmente entre a coletividade árabe do Brasil.  Nosso país é um caldeirão cultural, formado por imigrantes dos mais diferentes locais, porém criando uma nova identidade.  Você acha que isso influencia a música brasileira?

FC – Totalmente.  Toda nossa música é fruto da mistura das culturas.  É isso que faz ela ser tão única e especial.  A arte é reflexo do povo, e o Brasil é um berço que abriga a todos, assim como todos os ritmos e possibilidades artísticas.  É uma maravilha.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Filipe Catto no Parque Villa Lobos - 7/12/14


Quando o evento anunciando o show de Filipe Catto no Parque Villa Lobos, em 7/12/14 foi publicado no Facebook, vinha ao lado a previsão do tempo para esse dia e o que estava mostrando era "probabilidade de tempestade".  Felizmente o prognóstico foi totalmente equivocado em relação ao tempo.  O que se viu ontem no belo Parque Villa Lobos foi um dia de verão, com muito sol e uma apresentação que classifiquei de totalmente solar.  A única tempestade que apareceu por lá foi de alegria, energia boa e muita, mas muita harmonia entre o artista excepcional e seu público crescente.


Filipe, em um figurino perfeito, combinando totalmente com o dia ensolarado, comemorou com os fãs o sucesso de um ano produtivo e cheio de emoções. Querendo dividir com os admiradores um pouco de sua vida pessoal , o artista levou ao seu show o lindo e dócil Tupã, seu whippet de estimação. Um espetáculo à parte, Tupã ficou um pouco inquieto no início, talvez assustado com a gritaria do público que lotou a arena do Parque, mas acariciado por amigos de Filipe (entre eles Lucinha Turnbull), acabou se acalmando e quando conseguiu ver o dono no palco, ficou assistindo tranquilamente o show junto com o público.  Uma imagem linda e especial de se ver!


Para esse show de fechamento de um ano especial, Filipe selecionou canções de todos os seus trabalhos, sem esquecer de algumas inéditas, que provavelmente farão parte de seu novo disco  e também lembrou o repertório de Cássia Eller, um de seus projetos vitoriosos de 2014.


Agora resta a todos nós, fãs desse artista incomparável e especialíssimo, aguardar o ano que começa breve e que trará novos desafios, novos projetos e com toda certeza muito sucesso e um público  cada vez maior,  fiel e cúmplice ! Que 2015 chegue logo e nos traga surpresas lindas e  novas emoções.  Seja lá que " loucura " Filipe decida fazer no palco, sua "quadrilha"  estará com ele, curtindo e aplaudindo muito!





quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Filipe Catto em Portugal - Lisboa e Guimarães

Foi bonita a festa, Pá!

Em sua terceira visita a Portugal,  e segunda temporada de shows, Filipe Catto se apresentou no dia 16 de novembro no Centro Cultural de Belém, um conceituado Complexo Cultural que fica ao lado do histórico Mosteiro dos Jerônimos e pertinho da famosa fábrica de pastéis de Belém.

Com uma platéia de quase 400 expectadores, Filipe apresentou um show em formato acústico, sendo acompanhado pelo instrumentista Português Alexandre Bernardo.

Como acontece em todos os locais onde se apresenta, o artista causa um grande impacto quando começa a cantar e lá pela terceira canção já está com o público  praticamente " no bolso" , como se costuma dizer. E no Centro Cultural de Belém não foi diferente.  Completamente à vontade e com expectadores  entusiasmados, Filipe foi muito aplaudido e recebeu a consagração de Portugueses e Brasileiros, através do aplauso mais característico da Europa: o bater forte  dos pés contra o chão, em um "sapateado"  de aprovação que emocionou não só o artista, mas principalmente aos fãs presentes.

Para esse show, Filipe Catto apresentou canções de todos os seus trabalhos e ainda trouxe surpresas como sua linda e inédita " A Rosa" que ele não cantava em shows há vários anos. Outro grande momento foi a versão a capella de " Garçom".

Como acontece  no Brasil, após o show Filipe conversou, deu autógrafos e tirou fotos com as pessoas que o aguardavam. Vários Brasileiros residentes em Portugal estiveram presente e confraternizaram com os que fãs que viajaram até lá para ver os espetáculos de Filipe em terras européias. O gajo arrasou!


SET LIST DOS SHOWS EM PORTUGAL

1-Atiraste uma pedra
2-Mergulho
3-Crime passional
4-Eu menti pra você
5-Sem medida
6-Adoração
7-Roupa do corpo
8-A sorte é cega
9-Luz negra
10-Saga
11-Johnny Jack and Jameson
12-Rima rica frase feita
13-Depois de amanhã
14-Do fundo do coração
15-Paloma Negra
16-Ave de Prata

BIS

1-Garçom
2-Flor da idade

No dia 21 de novembro foi a vez de Guimarães, uma cidade incrível, ao norte do país, receber o show de Filipe Catto.  Considerada o berço de Portugal, a cidade  tem seu centro histórico lindamente preservado e um castelo construído no Século X .  O  lugar escolhido para o espetáculo foi o Centro Cultural Vila Flor.  Com capacidade menor de público, o local lembrava um pouco o Tom Jazz, com suas mesas próximas ao palco e um público em sua maioria de jovens.  Mais uma vez Brasileiros presentes deram o tom, inclusive com muita emoção, como foi a caso de uma jovem goiana , residente no Porto que chorou bastante durante o show.  Era a primeira vez que ela assistia Filipe Catto ao vivo.
Mais uma vez, Filipe encantou o público que fez questão de cumprimentá-lo depois do show e tirar fotos com ele.  Creio que não vai demorar para que ele seja convidado a se apresentar novamente no país.  Uma grande cobertura na Imprensa marcou essa visita.  Jornais deram destaque aos shows e Filipe participou também de programas de rádio e TV. Vamos torcer para que outros países vizinhos como Espanha e Itália o convidem breve para uma nova tournée.  Não há qualquer dúvida de que o sucesso será grande.  Onde quer que se apresente, com sua energia positiva, seu carisma e suas canções especiais, Filipe Catto é aplaudido, não só com as mãos, mas também com os pés!







terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sarau Saga - 5 Anos - 25/10/14

“Um sarau (do latim sera nus, através do galego serão) é um evento cultural ou musical realizado geralmente em casas particulares onde as pessoas se encontram para se expressarem ou se manifestarem artisticamente.

Um sarau pode envolver dança, poesia, leitura de livros, música acústica e também outras formas de arte como pintura, teatro e comidas típicas. Evento bastante comum no século XIX que vem sendo redescoberto por seu caráter de inovação, descontração e satisfação.

Hoje em dia, o termo virou uma denominação geral de encontros lítera-artísticos, que podem acontecer também durante a noite, ou em qualquer horário, em lugares fechados ou abertos, com diversas manifestações culturais, inclusive com instrumentos eletro-eletrônicos e equipamentos digitais, mantendo sempre a característica de confraternização.”


Confraternização talvez seja mesmo a melhor palavra para definir o que aconteceu na manhã do dia 25 de outubro, no espaço acolhedor “Flores na Varanda”, localizado na Vila Romana, em São Paulo.  Concebido e organizado de forma impecável pelo Conselho  do Grupo Adoração (Grupo fechado da Internet, formado por admiradores de Filipe Catto), o Sarau Saga – 5 anos – celebrou não apenas a data redonda do lançamento virtual do primeiro trabalho de Filipe, mas também foi um brinde à amizade e ao sentimento  especial que une os admiradores do artista.


Dividido em blocos,  que alternavam a execução acústica de canções, com a leitura de poemas e textos selecionados de livros, o Sarau Saga   teve o seu roteiro baseado em poetas que tivessem  algum tipo de conexão com a obra de Filipe.  Que falassem de temas comuns ao seu trabalho e até mesmo de poetas que  ele admira. 


Outro  diferencial é que o projeto foi acompanhado de perto pelo próprio artista que deu o seu aval para a realização. Não só fãs da capital paulista estiveram no evento, mas também pessoas vindas de vários lugares como Caruaru (PE), Araraquara (SP) e Rio de Janeiro puderam desfrutar de momentos de muita arte, alegria e emoção.


Além de escritores e poetas consagrados, o Sarau teve também  as homenagens  dos fãs de Filipe, através de textos escritos para ele.

Em uma realização conjunta do Grupo Adoração e do Fã Clube Fôlego, o projeto foi totalmente vitorioso e provou que basta unir a competência com a boa vontade e a paciência para se concretizar uma linda ideia, surgida depois de uma postagem em outro grupo fechado onde se discute a obra/carreira de Filipe Catto.


Pessoalmente, agradeço e parabenizo as organizadoras do evento que foi emocionante e tornou muito especial a manhã daquele sábado. Foi um privilégio estar lá e poder fazer parte daquele momento.
Espero que outros eventos semelhantes aconteçam, sempre visando a celebração e a amizade em torno desse artista singular que é Filipe Catto.






Mais vídeos do evento no meu Canal do You Tube!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Filipe Catto & Yusa - Show Con Tradiciones - SESC Bom Retiro - SP - 17, 18 e 19/10/14

A primeira vez que tive contato com o trabalho dela foi há exatos 10 anos.  Assistindo ao DVD de Lenine, “ In Citè”, me chamou atenção aquela baixista segura, com uma presença de palco forte e arrasando nos vocais.  Quando Lenine apresentou Yusa, pensei logo, que maravilha, como a música aproxima gente de talento de todos os lugares.  Naquela época não tinha ideia de quão talentosa e versátil é Yusa.  Imaginei que  só tocasse o baixo e como me enganei!

Nesses três dias de show da temporada que Yusa realizou ao lado de Filipe Catto e Quique Ferrari no Teatro do SESC Bom Retiro, em São Paulo, de 17 a 19 de outubro, pude ter uma ideia bem clara do talento dessa artista cubana incrível.


O encontro de Filipe e Yusa é daqueles momentos que nada explica.  Nem precisa de explicação, basta sentir e se deixar levar pela magia que transborda.  Feito dois amigos de infância que se reencontram depois de um tempo afastados, eles brindaram o público que lotou o teatro com um show onde havia alegria e descontração, apesar de ter o seu repertório focado em boleros, normalmente canções com letras bem fortes e que falam de dor e separação.

Tendo como fio condutor o grande músico argentino Quique Ferrari, Filipe e Yusa apresentaram suas Con  Tradiciones, misturando canções brasileiras , cubanas,  em uma fusão perfeita.  Filipe fala um espanhol fluente o que torna tudo mais lindo e integrado.  Yusa se esforça para se comunicar em Português com o público, mas não é preciso.  A linguagem universal da música uniu esses dois talentos e com certeza Filipe e Yusa tem mais um projeto pronto, na manga, para realizar a hora que quiserem, da mesma forma que Filipe fez com Cida Moreira em seu Eviscerados.



Em um dos shows, Filipe explicou como conheceu o trabalho de Yusa, ao assistir a um espetáculo dela no Memorial da América Latina.  A impressão que ele teve e descreveu é exatamente o que acontece quando se vê Yusa no palco.  Ela preenche todo o espaço, por maior que seja.  Toca baixo, piano, guitarra, percussão, sabe tudo de harmonia, enfim é a música personificada.  E se não bastasse, é uma simpatia de pessoa.  Esse encontro de Filipe e Yusa só pode ser definido como um presente dos deuses da música para nós.  Foram três dias que se fossem dez, seria pouco.

Achei interessante que quando fui à lojinha, no final do show para comprar o CD de Yusa, escutei alguém pedindo o CD dos dois. E a Camila, super simpática explicando que não existia CD dos dois. Ainda... Tomara que no futuro próximo isso aconteça.  Quem não teve a felicidade de estar no SESC Bom Retiro merece ter o registro desse encontro tão especial .  Que venham mais shows, parcerias, enfim, Filipe Catto e amigos talentosos sempre nos trazendo o melhor da música.


SET LIST DO SHOW:

1-Añorado encuentro
2-Piensa en mi
3-Tanto de mi
4-Surrender
5-Paloma negra
6-Dime si eres tu
7-Bolero de Satã
8-Contradições
9-Saga
10-Ressaca
11-És mas te perdono
12-Paris muy bien
13-Veinte años
14-Se feliz
15-El vagabundo
16-Por que te vas?









quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Filipe Catto em Petrópolis - 23/08/14


Acredito que são poucos os cariocas que nunca foram à Petrópolis.  Distante cerca de 1h apenas do centro do Rio (sem engarrafamento, lógico), a cidade tem muito a oferecer aos visitantes.  Um clima ótimo, lugares históricos para visitar, a Rua Teresa com suas inúmeras lojas de malhas e roupas em geral, enfim, passar um fim de semana lá é uma experiência muito boa.


Um dos locais mais bonitos da cidade é o prédio do Quitandinha, que já foi Cassino, Hotel e hoje tem suas dependências administradas pelo SESC.  Os apartamentos que se localizam no complexo foram todos vendidos a particulares e  funcionam como um condominio normal.  A parte social é que abriga os shows produzidos pelo SESC. São dois espaços, um imenso, salão com mais de 1.000 lugares e um outro menor conhecido como Café Concerto e é esse local que vai receber neste sábado, dia 23 de agosto o show de Filipe Catto - Entre Cabelos, Olhos e Furacões.


Se apresentando pela primeira vez na cidade, Filipe Catto vai estar mostrando aos cariocas porque lota e esgota os ingressos de seus shows  em questão de minutos em São Paulo.  É uma chance imperdível para o Rio de Janeiro conferir de perto  um dos mais talentosos artistas surgidos nos últimos tempos.

O set list deve privilegiar naturalmente  as canções do seu trabalho mais recente, que dá título ao show, mas com certeza outras canções serão apresentadas, pois uma das coisas que Filipe mais gosta é surpreender o público e sempre apresenta novidades em seus shows.

Como falei inicialmente, é uma ótima experiência se visitar Petrópolis, mas esse fim de semana é obrigatório.  Não tem como não estar presente em um show dessa qualidade em uma cidade tão especial.  Pela previsão do tempo vai dar sol, temperatura por volta de 25o, isso quer dizer um fim de semana perfeito.    O furacão vai estar apenas no palco. Encantando e deixando o público com os olhos grudados no espetáculo.  Encontro todos por lá!

Serviço:

Show Filipe Catto - Entre Cabelos, Olhos e Furacões
Dia 23/8/14 - sábado - 21h
SESC Quitandinha - Rua Joaquim Rolla, 2
Tel: (24)2245-2020
Ingressos a R$ 5 meia e R$ 10 Inteira



segunda-feira, 14 de julho de 2014

EVISCERADOS – CIDA MOREIRA E FILIPE CATTO – SESC POMPÉIA – SP – 10 E 11/07/14



Depois de um ano e meio, felizmente, o espetáculo EVISCERADOS, que reúne o talento da pianista, cantora e atriz Cida Moreira ao do cantor, compositor e violonista Filipe Catto,  voltou ao cartaz em São Paulo.  Aquelas pessoas  que assistiram aos shows em 2013 e resolveram não ir dessa vez, achando que iriam presenciar a mesma sequência e seleção de canções, podem se arrepender, pois quando se trata de talentos especiais, as surpresas sempre acontecem e o óbvio nunca será a tônica.


Já pensei em várias possibilidades para definir o que é o encontro entre Filipe Catto e Cida Moreira, e aquilo  que eu acredito que chegue mais perto do que eu senti, seria dizer que se trata de um duelo de titãs.  Não duelo no sentido de enfrentamento, mas sim de  comunhão de talentos imensos.  Posicionados no palco um em frente ao outro, o que se viu foi uma grande troca de admiração entre  os excelentes artistas.  É normal se ver encontros de pessoas da mesma geração, como por exemplo o que está acontecendo entre Cauby Peixoto e Ângela Maria, mas um entrosamento tão perfeito e que dá um resultado tão admirador entre artistas de outras gerações é mais difícil de se ver. Cida Moreira tem essa característica de agregar jovens talentosos em torno de sua obra e com eles criar espetáculos e momentos especiais.
Para mim , dois desses momentos foram quando Filipe Catto interpretou uma canção do grupo Nação Zumbi chamada “Cicatrizes” e Cida Moreira uma canção de mais um jovem compositor que está trabalhando com ela e que se chama João Leopoldo.  Trata-se de uma canção incrível cujo tema é Frida Khalo.


“Eviscerados”  tem a direção dupla de Ricky Scaff e de Humberto Vieira e o cenário tanto nos remete a uma grande víscera humana exposta, como também pode nos remeter a uma imensa raíz, saindo do chão e alcançando o infinito.  Cada um vê o que sua sensibilidade indica, mas o que é comum a todos que presenciam esse show é a constatação de como funciona bem o encontro de timbres tão diferentes mas que se casam tão bem em canções de todos os tempos, selecionadas por cada um dos artistas.  Como eles mesmo definiram, cantar o que eles gostam e do jeito mais visceral possível.

Para mim esse espetáculo deveria ser registrado em DVD, pois marca um encontro único e especial que não deveria ficar restrito aos privilegiados que compareceram no ano passado e agora nessas duas oportunidades.  É daqueles momentos que precisam ser eternizados.

Fotos de Francielle Aparecida Gomes Flores




domingo, 8 de junho de 2014

Filipe Catto canta Cássia Eller - SESC Vila Mariana - SP - 4, 5 e 6/06/14

Sabe aqueles momentos em que você se sente flutuando, vendo estrelinhas brilhando por todo lado e a sensação de ter conseguido realizar um desejo que estava guardadinho lá no fundo do coração?  Pois é.  Foi exatamente isso que senti ao sair do segundo show da temporada dos três espetáculos - Filipe canta Cássia Eller - que Filipe Catto fez nos dias 4, 5 e 6 de junho no SESC Vila Mariana, em  São Paulo.

Desde que assisti aos vídeos do show similar que ele fez em Brasília, há exatos dois anos, que sonhava em assistir isso ao vivo.  A vontade só aumentou quando assisti a alguns shows do Projeto Banco do Brasil Cover, em que um artista canta o repertório de outro, normalmente um de seus ídolos.  Mal sabia que muito em breve eu realizaria esse sonho.

O projeto “Filipe canta Cássia Eller”  foi de uma felicidade rara.  Daqueles que você pode qualificar como perfeito.  A ideia de convidar Lan Lan, uma artista que trabalhou tanto com Cássia, não podia ser mais adequada.  Quem conhece a carreira de Filipe Catto sabe como ele foi influenciado por Cássia Eller e como ele fica à vontade para cantar o repertório dela.  Mesmo com a dificuldade em escolher as canções que fariam parte do espetáculo, Filipe e equipe chegaram a um resultado que não só agradou demais ao público que lotou os três dias de show, como também foi uma verdadeira homenagem ao talento da intérprete especial que foi Cássia Eller.

Toda a concepção do espetáculo foi perfeita.  A iluminação, a projeção de imagens e sobretudo a  ideia de Filipe começar o show de costas para o público e terminar da mesma forma foi excelente.  A impressão que tive, quando o show começou com Filipe de costas e de frente para a imagem que projetava uma espécie  de rodamoinho, foi que ele estava como que saudando e convidando Cássia Eller a vir daquele tipo de “túnel do tempo” e participar do show.  No final, com a mesma projeção, mas de outra cor, e com Filipe aplaudindo na direção da espiral, me pareceu que ele aplaudia e saudava Cássia e a colocava de volta ao seu “novo espaço”.


Cada dia mais à vontade no palco e dominando totalmente o seu espaço de trabalho e criação, Filipe Catto se entrega à sua arte de uma forma total e emocionante e nos carrega junto para o seu “mundo”, fazendo com que a gente deseje que o show não termine nunca.

Outro fator importantíssimo é a total harmonia e cumplicidade que se observa entre Filipe, os músicos e o diretor Ricky Scaff.   Aquele tipo de parceria que dá certo e só traz benefícios, não só aos artistas envolvidos, mas principalmente ao público que assiste a um espetáculo feito com amor, competência e dedicação.



Meu agradecimento imenso ao Filipe e toda a sua equipe por ter me proporcionado a realização de um sonho, só que de uma forma muito maior e melhor do que eu podia imaginar. “Filipe Catto canta Cássia Eller”  foi um projeto vitorioso em todos os sentidos e acredito que seria uma excelente ideia se o Canal Brasil, por exemplo, viabilizasse a gravação desse show, registrando esse momento tão brilhante da carreira de Filipe Catto.




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Filipe Catto - Tom Jazz - 23 e 24/5/14



A arte atinge diretamente nossa alma.  Toca nossos sentimentos mais profundos e faz vir à tona o que temos de melhor.  A música é uma das artes mais sublimes e comoventes.  Quando você encontra um artista específico, que fala mais de perto ao seu coração, aí a comunhão é perfeita.

Não é segredo pra ninguém que estou completamente envolvida, encantada e mergulhada de cabeça no trabalho de Filipe Catto.  Desde que descobri esse talentosíssimo artista, no ano passado, só tenho tido momentos e surpresas cada vez mais lindas e comoventes.

Já assisti a vários shows, mas sempre que vejo o anúncio de que ele vai se apresentar no palco do Tom Jazz,  a alegria é imensa, pois considero essa a melhor casa de shows de São Paulo. O lugar é aconchegante e o palco  permite proximidade e cumplicidade total com o artista.

Dessa vez Filipe fez dois shows no Tom Jazz, dias 23 e 24 de maio.  Como já era de se esperar, apresentou novidades e surpresas para o seu público.  Quem acompanha sua carreira, sabe que ele adorar surpreender e dessa vez não foi diferente. O set list do show foi completamente modificado e “Saga” uma canção que vinha normalmente no meio/final do show foi a que abriu as duas apresentações, ao passo que “Alazão” que costumava abrir os shows, dessa vez ficou para o encerramento.  Outras emoções estavam por acontecer e quando foram anunciados dois convidados especiais, ficamos na expectativa.  Para a primeira noite, Filipe deixou uma dica em sua página oficial, ao postar uma foto com Lucinha Turnbull, a excelente guitarrista, compositora e cantora que participou da Banda Tutti Frutti e que também desenvolveu um trabalho solo, tendo inclusive a canção “Aroma” estourada nas rádios na época.  Já o outro convidado foi surpresa total.
Lucinha Turnbull e Filipe cantaram juntos a inédita, mas já sucesso nos shows, “Depois de amanhã”, parceria dele com Moska e uma canção inédita de Lucinha – À espera do ladrão – que tinha outro nome, mas foi rebatizada por Filipe.

Nas duas noites Filipe emocionou a todos com suas versões sempre únicas de cada canção, tornando-as especiais.  Nunca sabemos exatamente qual canção vai ser apresentada e isso é outro fator que torna cada show imperdível.  O set list sempre é modificado e canções novas e inéditas são incluídas.

O show do dia 24/5 reservava a grande surpresa da noite que foi a presença do excelente intérprete Rubi.  Dono de um timbre também raro e de uma presença de palco muito forte, Rubi e Filipe cantaram  juntos “Crime Passional" e em seguida “Muito Romântico”(Caetano Veloso). Num clima de total entrosamento e união de duas vozes lindas, Rubi e Filipe Catto proporcionaram um momento raro e de muita emoção para o público no Tom Jazz.  No BIS final, Lucinha Turnbull, também presente no segundo dia de show, subiu ao palco para uma versão a três de “Depois de amanhã”.

Com esses dois shows tão especiais, fica  a certeza de que Filipe Catto está cada dia mais próximo de conquistar o lugar que já é dele por direito.  Nunca tive dúvida de que ele está no topo da lista dos melhores cantores/compositores que o Brasil já teve e muito breve todos vão descobrir isso também.



sábado, 12 de abril de 2014

Filipe Catto - MIS - SP - 11/04/14



O que melhor poderia se definir como um "show" ? A tradução mais literal da palavra da língua inglesa é "mostrar". Quando se pensa em um show musical, a imagem que nos surge instantaneamente é alguém em frente a um palco, cantando.  Só que um show é bem mais que isso.  Exige muito trabalho, muitas pessoas envolvidas e, acima de  tudo, uma concepção, um projeto, uma ideia.

O que assisti ontem, no Museu da Imagem e do Som (MIS), de São Paulo, foi a concretização de alguma coisa que eu definiria como perfeita.  Filipe Catto e Caio Andrade, em formato acústico, totalmente entrosados, em um  show chamado - Limiar - Deuses e Monstros.


O set list com canções que mostravam o "céu" e o "inferno" que habita em cada um de nós.  O nosso anjo e o nosso demônio interno de cada dia.  Filipe Catto com sua voz cada vez mais segura e cristalina.  Caio Andrade perfeito. A direção do show, como sempre, sensível e objetiva.  Assistir a um show com projeções que remetem ao que estamos ouvindo é uma verdadeira "viagem".  Tudo se encaixa e transmite a emoção de estarmos juntos em uma nave em direção ao sonho e também à crua realidade.

A única coisa que lamento é que apenas pouco mais de 100 pessoas tiveram o privilégio de assistir ao espetáculo de ontem no MIS.  Felizmente os vídeos serão postados e pelo menos será possível ter uma ideia do que foi a experiência muito bem sucedida que Filipe Catto e sua equipe proporcionaram ao público.

Que venham outras ideias ousadas e maravilhosas como essa, que comprovam a versatilidade e o talento desse artista que já está consolidado como um talento único e especial dentro da música brasileira.




quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Filipe Catto - SESC Pinheiros - 22 e 23/02/2014

As maravilhosas sedes do SESC-SP são bem diferentes entre si.  Alguns teatros são pequenos, enquanto outros tem capacidade para muitos espectadores.  O Teatro Paulo Autran, localizado no SESC Pinheiros, tem uma plateia para 1.010 pessoas e nos dois dias em que Filipe Catto se apresentou lá, a lotação esgotou.

Continuando sua tournée vitoriosa de seu mais recente trabalho, o CD e DVD ao vivo, "Entre cabelos, olhos e furacões", Filipe e banda  deram um show impecável, com som e iluminação perfeitos.  Como sempre faz, Filipe incluiu no set list uma novidade para alegria de seus fãs (que a cada dia, felizmente, são  mais numerosos): a canção inédita  " Depois de amanhã",  uma parceria dele com Paulinho Moska.  A música é contagiante e tem todo o jeito de hit, daqueles que tocam no rádio e a gente canta junto e bem alto!

"Unidade dos Versos", outra ainda  inédita e líndíssima, parceria de Filipe com Leo Cavalcanti que foi apresentada ao público nos shows do Tom Jazz em janeiro, também estava no repertório desses dois espetáculos do SESC Pinheiros.

Conforme o próprio artista já declarou em entrevistas, sua meta para esse ano é continuar divulgando o seu trabalho, através de shows pelo país.  Tomara que a cada dia mais cidades possam ter contato com essa arte transformadora e emocionante.  Sempre se superando e  surpreendendo com uma interpretação diferente a cada show, Filipe Catto continua sua trajetória iluminada que vai consagrá-lo como uma das maiores vozes que o Brasil já teve.  Que venha o futuro!