terça-feira, 19 de abril de 2022

Coral na Gruta - 15/4/22

A GRUTA é um espaço que existe no bairro do Horto, em Belo Horizonte desde 2011. Por lá acontecem eventos, baladas, exposições e apresentações musicais com ênfase na cena alternativa e independente. E foi lá, nesse lugar incrível que Coral, artista baiana trans não binária - radicada na capital mineira - se apresentou na última sexta-feira, dia 15 de abril de 2022, acompanhada do cantor, compositor e violonista Max Teixeira que é também integrante da Banda Dom Pepo e um dos principais parceiros de Coral.

Foi o primeiro show completo - e não participação ou shows mais curtos - que a artista apresentou desde seu grande espetáculo no Minas Tênis Clube no final de 2020 quando convidou Sérgio Pererê. Foram apresentadas 20 canções, a maioria delas autorais e algumas versões bem especiais que Coral e Max fizeram de músicas que admiram. 


Para uma plateia atenta e participativa Coral interpretou canções de seu último EP lançado nas plataformas - Carne - e também muitas músicas ainda não gravadas que o público cantava junto com muito entusiasmo. E como isso acontece? As músicas são ainda inéditas e cantam junto? Pois é! Coral conseguiu juntar um público fiel que acompanha as lives que a artista faz, vez ou outra, em sua página do Instagram (@aocoral) e normalmente não anuncia que vai fazer. Só que o público que Coral vem conquistando em sua carreira é tão fiel e dedicado que basta a artista entrar on line que toda uma rede se manifesta e começa a avisar uns aos outros e logo se forma a plateia virtual pronta para conhecer as novas canções que Coral apresenta com frequência e a decorar logo as letras para cantar junto.

Contemplada, em 2020, com o edital da Casa Natura Musical, Coral se dedica, no momento, a produzir o conteúdo que vai fazer parte desse edital, ao mesmo tempo em que continua a compor suas canções de melodias cativantes e letras totalmente integradas com a sua realidade e a de seu país, sem esquecer jamais o lado poético, pois como já declarou algumas vezes, a artista se considerada primordialmente uma poeta que canta.

O show na Gruta foi muito especial. Só reforçou o belo trajeto que Coral vem construindo desde sua chegada à BH em 2019. Uma carreira que teve uma "parada" obrigatória devido à pandemia que afetou todo o setor cultural, mas que não impediu que a artista produzisse muito conteúdo que foi liberado no mundo virtual. Foi justamente neste período de pandemia que Coral conquistou a maioria de seu público, que vem crescendo cada vez mais e que agora, com a chance de shows presenciais em outros estados só vai crescer mais, porque talento é o que não falta a essa artista tão potente e inovadora. Quem já assistiu aos shows pode perceber a incrível presença de palco, os figurinos sempre criativos, a voz perfeita e o violão com uma pegada forte e única.

Coral está mais do que pronta a ganhar os palcos do país e do mundo. Tem tudo para isso. Daqui, como fã incondicional, só desejo que o universo diga sim e que a deusa da música abençoe essa artista completa e talentosa que a Bahia nos deu.

SET LIST do show - Gruta- 15/4/22

1-Domador de cavalos
2-Rainha de paus
3-Natal
4-Mira/Tá me entendo, Pai?
5-Quizila
6-Verso
7-Cigana
8-Tonada de Luna
9-Na hora do almoço
10-Eu sou baiana
11-Contrato
12-Boca
13-3 da manhã
14-À primeira vista
15-Aro
16-O fim do mundo
17-Canto
18-Quimera
19-Fugitivo
20-Mal acostumado






 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022


 1979 – O ano que ressignificou a MPB


Livro reúne mais de 90 artigos sobre álbuns que mostram que o ano foi atípico para a MPB

Em 1979, o país vivia o início do período de anistia política. Os artistas brasileiros começavam a ver a produção fonográfica independente como uma saída. E as mulheres cantoras e compositoras davam um passo maior rumo à abertura de seu espaço no cenário musical. Havia ainda a discoteca, e a resposta a ela. O samba, como sempre, agonizava, mas mantinha-se altivo a cada nova melodia. A cantora e compositora Joyce Moreno costuma dizer que “a MPB tem resposta pra tudo, e sempre prova”.  E a música popular brasileira teve “resposta” para o ano de 1979. Dessa constatação nasceu o livro “1979 – O ano que ressignificou a MPB”, uma “quase biografia” daquele ano musical.

O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2022, e depende do resultado da a campanha de financiamento coletivo que será lançada pela editora Garota FM Books na plataforma do Catarse: www.catarse.me/1979.

No livro “1979 – O ano que ressignificou a MPB”, mais de 90 LPs da época ganham histórias escritas por artistas e jornalistas, e resgatam a memória de um ano em que a música popular brasileira falou por si só. Em forma de prosa, resenha, reportagem ou entrevista, cada autor dá o seu estilo ao seu capítulo (veja a lista de autores e discos no final). Com esse conteúdo organizado pelo jornalista Célio Albuquerque, “1979 – O ano que ressignificou a MPB” é um livro grande, que traz para leitores e leitoras momentos especiais sobre álbuns especiais.

Além do próprio livro, estarão disponíveis camisetas, bolsa, e kits, entre eles um contendo os outros títulos do catálogo da Garota FM Books: “Discobiografia Legionária” e “Discobiografia Mutante”, de Chris Fuscaldo; “Jimmy Page no Brasil”, de Leandro Souto Maior; e “Renato, o Russo”, de Julliany Mucury.

Índice com a lista de autores e discos presentes no livro:

Prefácio nada fácil
1979 – O ano que repaginou a música popular brasileira – Célio Albuquerque
1979 – O ano que começou antes – Washington Santos
Massafeira Livre – Mona Gadelha
Vanguarda Paulista - Ricardo Soares

 

Disco a disco

14 Bis – 14 Bis – Emílio Pacheco
A Barca do Sol – Pirata – Mehane Albuquerque
A Cor do Som – Frutificar – Ricardo Puggiali
Alcione – Gostoso Veneno - Vicente Dattoli
Amelinha – Frevo Mulher - Klaudia Alvarez
Angela RoRo – Angela RoRo – Crikka Amorim
Antônio Adolfo- Viralata – José Emílio Rondeau
Arthur Moreira Lima/Abel Ferreira/Época de Ouro – Chorando Baixinho – Ruy Godinho
Azymuth – Light As A Feather – Bruno Thys
Baby Consuelo - Pra Enlouquecer – Talles Colatino
Belchior - Era uma vez um homem e seu tempo – Jotabê Medeiros
Bendengó - Nelson Augusto
Beth Carvalho - Beth Carvalho do Pagode – Analu Germano
Beto Guedes – Sol de Primavera – Daniella Zupo
Boca Livre – Boca Livre - Juca Filho
Caetano Veloso e A Outra Banda da Terra – Cinema Transcendental – Walterson Sardenberg Sobrinho
Carlos Fernando (Vários Artistas)- Asas da América – Frevo - Fábio Cabral
Cartola -Cartola 70 Anos – Denilson Monteiro
Cátia de França – 20 Palavras ao Redor do Sol – Marcelo Pinheiro
Chico Buarque (Vários Artistas) – Ópera do Malandro - Etel Frota
Clara Nunes – Paulo César Figueiredo
Clementina de Jesus – Clementina e Convidados – Marcelo Ferro
D’Alma – A Quem Interessar Possa – Mimi Rocha
Dona Ivone Lara – Sorriso de Criança - Kamille Viola
Ednardo – Ednardo - Dalwton Moura
Elba Ramalho – Ave de Prata – Chris Fuscaldo
Elis Regina – Essa Mulher – Joyce Moreno
Elomar - Na Quadrada das Águas Perdidas - Luiz Américo Lisboa Júnior
Emílio Santiago – O Canto Crescente de Emílio Santiago – Leandro Gomes
Elza Soares – Senhora da Terra - Gilberto Porcidonio
Fábio Jr. – Fábio Jr. - Ricardo Schott
Fafá de Belém - Marcelo Cabanas
Fagner – Beleza - Luiz Felipe Carneiro
Fátima Guedes – Fátima Guedes – Wagner Cosse
I Festival Universitário (Vários Artistas) – Ayrton Mugguinani Jr.
Francisco Mário – Terra – Nívea Souza e Marcos Souza
Gal Costa – Gal Tropical – Rodrigo Faour
Geraldo Azevedo – Bicho de 7 Cabeças – Alberto Villas
Geraldo Vandré – Geraldo Vandré – André Cananéa
Gilberto Gil – Realce – Bráulio Neto
Gonzaguinha – Gonzaguinha da Vida – Dácio Malta
Grupo Um – Marcha Sobre a Cidade – Bento Araújo
Hermeto Pascoal - ZABUMBÊ-BUM-Á - Roberto Muggiati
Ivan Lins – A Noite – Rodrigo Nogueira
Jaime Alem e Nair Cândia – Amanheceremos – Márcia Tauil
Jerônimo Jardim – Jerônimo Jardim – Juarez Fonseca
Joanna – Nascente - Fábio Vizzoni
João Bosco- Linha de Passe - Rildo Hora
João Nogueira – Clube do Samba - Moacyr Luz
Jorge Ben- Salve Simpatia - Marlon Sette
Jorge Mello – Coração Rochedo – Silvio Atanes
Lô Borges – A Via Láctea - Ricardo Moreira
Luiz Gonzaga – Eu e Meu Pai – José Teles
Luli e Lucinha – Luli e Lucinha – Zé Edu Camargo
Malu Mulher (Diversas) – Trilha Sonora - Beto Feitosa
Maria Alcina – Plenitude - Danilo Casaletti
Maria Bethânia - Mel – Luíza Lamarão
Marina Lima – Simples Como o Fogo – Mauro Ferreira
Marlui Miranda - Olho D´Água – César Cardoso
Marku Ribas – Cavalo das Alegria - Rafael Pinto Ferreira de Queiroz
Mar Revolto – Mar Revolto – Vinícius Cunha
Milton Nascimento - Journey to Dawn – Felipe Tadeu
Miúcha e Tom Jobim - Miúcha & Tom Jobim - Hugo Sukman
Moraes Moreira – Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira – Fred Góes
MPB4 - Bons tempos, heim? - Miltinho (MPB4)
Nana Caymmi – Nana Caymmi - Iso Fischer
Nelson Sargento – Sonho de Um Sambista – André Diniz e Diogo Cunha
Ney Matogrosso – Seu Tipo - Marluci Martins
Paulinho Boca de Cantor - Bom de Chinfra, Bom de Amor – Lucas Vieira
Paulinho da Viola – Zumbido – Carlos Evandro Lordello
Pepeu Gomes - Na Terra a Mais de Mil – Leandro Souto Maior
Quarteto em Cy - Em 1000 Kilohertz - Inahiá Castro
Renato Teixeira – Amora – Marquinho Carvalho
Rita Lee – Rita Lee - Mónica Vermes
Robertinho do Recife - E Agora Com Vocês... Suingues Tropicais – Túlio Mourão
Roberto Carlos - Roberto Carlos – Tito Guedes
Roberto Ribeiro – Coisas da Vida – Leila Dantas
Ronaldo Resedá – Ronaldo Resedá - Silvio Essinger
Raul de Souza – Til Tomorrow Comes - Maurício Gouvêa
Sá e Guarabyra – Quatro – Flávio Mendes
Sérgio Ricardo – Do Lago à Cachoeira – Manoel Filho
Simone – Pedaços – Thelmo Lins
Sueli Costa – Louça Fina – Andreia Pedroso
Tavito – Tavito – Luiz Carlos Sá
Teti – Equatorial – Marcos Sampaio
Terezinha de Jesus – Vento Nordeste – Mariana Mesquita
Tim Maia – Reencontro – Carlos Eduardo Lima
Wagner Tiso – Assim Seja - Carlos Fonte Lito
Zé Geraldo – Terceiro Mundo - Lucas Reginato
Zé Ramalho - A peleja do diabo com o dono do céu – Leonardo Lichote
Zé Luiz Mazziotti - Zéluiz - Itamar Assiere
Zezé Motta – Negritude – Guilherme Henrique
Zizi Possi – Pedaço de Mim – Cláudia Menescal

Especificações do Livro
Aproximadamente 576 páginas
16 cm de largura X 23 cm de altura
Capa em papel Supremo 250g, miolo em papel Pólen Soft ou Bold 70g
Textos em português
Capa de Renan Valadares
Tiragem de 1.000 exemplares (ou mais dependendo dos apoios)

Cronograma
Dezembro: Lançamento da campanha de financiamento coletivo
Fevereiro: Edição e impressão do livro, se a meta for atingida
Até junho: Distribuição das recompensas

Contato: contato@garotafm.com.br
Instagram.com/GarotaFM
Facebook.com/GarotaFMbr

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Bruna Moraes


 O Brasil é tão rico de talentos musicais que é difícil se manter atualizada com a quantidade de artistas talentosos espalhados pelo país. Eu bem que me esforço e estou sempre de olho no que me chama atenção.

A melhor surpresa desse fim de semana foi assistir, pela primeira vez, ao show de Bruna Moraes, no Sesc 24 de Maio, aqui em São Paulo.

Uma das características que mais me cativa em um artista é a capacidade de se entregar à arte e se emocionar no palco e Bruna Moraes me fisgou na hora. Com suas próprias canções e também interpretando clássicos da nossa música, a jovem cantora e instrumentista mostra uma emoção profunda e verdadeira com o que está cantando e passa muita verdade e paixão pelo que faz. Com o espetáculo de domingo, no Sesc, Bruna conquistou mais uma fã.

Nesta próxma quinta feira, dia 16/12, Bruna vai se apresentar no Teatro da Rotina, em Pinheiros, e recomendo que quem gosta de uma voz linda, letras cheias de poesia e muita emoção não perca esse show. Bruna Moraes é mais um grande talento dessa safra jovem da MPB que não deve nada às gerações anteriores. É uma artista pra se prestar muita atenção e acompanhar a carreira. Eu já estou fazendo isso.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

CARNE: EP de Coral


Está nas principais plataformas de streaming, a partir de hoje, 16/9/21, o primeiro EP de Coral, essa artista gigante que veio da Bahia para enriquecer, ainda mais, o meio musical já tão fértil de Belo Horizonte. Como fã e alguém que acompanha a carreira de Coral há um ano, eu imaginava que o lançamento seria do álbum AoCoral ou da mixtape Os loucos anos XX, mencionados pela artista em suas lives e nas redes, mas, por uma estratégia criada por ela e pela sua equipe, optou-se por lançar primeiro o EP CARNE. São quatro canções, compostas nesse período da pandemia e refletem totalmente a posição clara da artista perante à sociedade, o mundo atual e seus anseios pessoais.  São canções autorais e parcerias de Coral com Max Teixeira, seu parceiro mais constante e Clara Delgado, a poeta mineira que declama os versos na faixa PARTIDA.

O que dizer desse trabalho impecável que Coral apresenta ao mundo? Como admiradora ardorosa e declarada da artista fica complicado pra mim fazer uma análise fria e com distanciamento das canções. Amo todas e considero os arranjos e tudo mais que as vestem perfeito. Das quatro lançadas Coral já apresentava três delas em suas lives e nos shows que fez. PARTIDA porém é novíssima e eu ainda não a conhecia. 

Compositora talentosa e com facilidade para criar novas melodias e poesias, Coral tem um repertório imenso que daria para encher uns três discos completos fácil fácil, mas é preciso ter sabedoria para escolher o momento certo para cada ação em uma carreira e o lançamento de CARNE é oportuno e correto.

Recomendo demais que conheçam o novo trabalho de Coral, assim como as outras canções lançadas anteriormente como singles e disponíveis nas plataformas. O canal da artista no You Tube também tem os shows e festivais em que participou e hoje, às 18h, estreia no canal o clipe da primeira faixa do EP  TÁ ME ENTENDO, PAI? Em outubro virá novo clipe.

Com sua poesia contundente, sua presença de palco perfeita e seu violão personalíssimo, Coral chegou para somar seu talento à lista das grandes artistas da nossa música. Agora é torcer para que os shows voltem logo  e Coral possa viajar, mostrando ao vivo em vários lugares todo o seu talento visando a  conquista de novas plateias e jogando sua mensagem atual e necessária por esse mundo afora. 



 

domingo, 18 de abril de 2021

Joana Terra


 Joana Terra é natural da Chapada Diamatina, na Bahia, e em 2019 lançou seu primeiro CD chamado VERMELHA, que foi premiado, ano passado, com o PRÊMIO GRÃO DE MÚSICA , que tem por objetivo dar visibidade e reconhecer o melhor da música feita no país.

Joana tem uma ligação forte com os artistas e a música pernambucana e acaba de lançar seu segundo trabalho, o disco FEITO RAIO, que está disponível em todas as plataformas digitais. Assim como VERMELHA, o novo disco tem a produção musical de Juliano Holanda. É um lançamento da Dubas em parceria com a Anilina Produções, que tem à frente a produtora/cineasta pernambucana Mery Lemos.

Além de cantora e compositora, Joana Terra é uma excelente instrumentista e seu violão, personalíssimo, é uma das características de seu trabalho. Feito Raio é um disco de um lirismo absurdo, com parcerias da artista com os pernambucanos Juliano Holanda, Lucas Torres, PC Silva e a poeta de Carpina, PE, Ezter Liu que teve quatro de suas poesias musicadas por Joana neste trabalho e participa de uma das faixas.  Ezter é excelente e precisa ser conhecida por todos.

Feito Raio traz, em sua essência, a combinação perfeita dos quatro elementos da natureza: terra, água, fogo e ar. Todos irmanados e integrados em uma roda de oito canções que colocam JOANA TERRA entre as grandes artistas da nova geração da música brasileira, portanto quem ainda não se ligou, eu recomendo que corra pra se atualizar. Outra artista imensa, que também está sempre em constante troca com a cultura pernambucana é CEUMAR, presença iluminada no disco. Outra luz que marcou presença é ALMÉRIO que divide os vocais com Joana em VAI, lançada como single do disco.

Convido quem ainda não conhece a mergulhar de cabeça no trabalho lindo de JOANA TERRA, um talento que chegou pra tornar a nossa música mais especial ainda do que já é.

JOANA TERRA - FEITO RAIO - 2021

1- Feito canção (Joana Terra/Juliano Holanda)

2- Mergulho (Joana Terra/Lucas Torres)

3- Queimando de amor (Joana Terra/PC Silva)

4- Cíclica (Joana Terra/Ezter Liu) - Part. Ceumar e Ezter Liu

5- Você no ar (Joana Terra/Ezter Liu)

6- Vai (Joana Terra/Ezter Liu) - Part. Almério

7- O amor nos tempos (Joana Terra/Ezter Liu)

8- Feito raio (Joana Terra/Juliano Holanda) 

Músicos:

Joana Terra: voz e violão

Juliano Holanda: baixo, guitarras, violão de aço, arranjos e direção musical.

Citnes Dias toca percussão e Marília Sodré violão em Feito raio.

A mixagem e masterização são de Bocha Caballeto, fotos de Axen e arte de Priscila Lins.