O dia 8/1/23 vai ficar na história do país como o dia em que as trevas tentaram destruir a nossa democracia, o que felizmente não conseguiram, graças à luz imensa e à sabedoria do gigante que temos na presidência, mas também vai ser lembrado por mim como o dia em que assisti meu primeiro show do ano e que foi inesquecível.
Zélia Duncan e Paulinho Moska se uniram pra celebrar uma amizade e parceria de 25 anos em um show antológico. Com o nome incrível de UM PAR ÍMPAR, título também da canção que abre o show, eles convidaram o cantor, compositor e instrumentista uruguaio, radicado no Brasil, Miguel Bestard para compor o ímpar no palco. O resultado não podia ser melhor. O artista, que já tem trabalhos solos em sua carreira, completa, de forma mágica, o trio que deixa o público eletrizado e encantado com a interação e cumplicidade amorosa que reina durante o show.
O set list de 23 canções contou com inéditas e com sucessos tanto de Zélia quanto de Moska. Foi emocionante ouvir sucessos de cada um dos artistas cantados pelo outro e em dupla.
A direção musical do show é de Rodrigo Suricato, cenário de Antonio Bokel, iluminação de Christiano Desideri e figurino de João Pimenta.
Enquanto o Brasil vivia sua maior ameaça à democracia em décadas, e um verdadeiro terrorismo fantasiado de verde e amarelo tomava conta da capital, nós que estávamos ali dentro do Teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros, testemunhávamos o que nosso país tem de melhor: a cultura e a música brasileira representada por dois dos maiores artistas de sua geração. Era um outro mundo paralelo. O que vivemos ali, naquela plateia e no palco é a nossa verdadeira essência como povo. Empatia, amor, interação e cuidado um com o outro.
Tenho certeza que este show tão especial tornou o dia de ontem, que foi tão difícil pra todos nós que somos a favor da vida e da liberdade um pouco mais leve.
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